O Nacional-Desenvolvimentismo consegue atingir seus objetivos hoje em dia?

 


O que queremos para o Brasil? É possível transformar o Brasil nossa pátria, nosso solo, nossa riqueza, nossa casa de uma maneira sustentável e preservando o nosso futuro (formas sociais, econômicas e ambientais? E se parte desse desenvolvimento do futuro tem haver com reflexos do nosso passado e presente? Não podemos ser o país do "já tivemos", mas sim ser o país do ainda TEM e ainda irá TER por muitas gerações.

Em meados dos anos 50 o Brasil, começa um processo de transformações na chamada indústria de base e começa a se ver reprimido em desenvolvimento sobretudo no industrial. Vejamos aspectos desse periodo começando com a expressão 50 anos em 5 que dá nome a este blog e com ideias e lideranças posteriores que de certa forma conseguem ter relevância no cenário brasileiro como as figuras de João Goulart e Chico Mendes.

Era do Desenvolvimento:

A expressão "50 anos em 5" foi o lema do governo de Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil de 1956 a 1961. Essa frase simboliza a ambiciosa meta de desenvolvimento econômico e social que JK propôs para o país. Ele pretendia realizar em cinco anos de governo o equivalente a cinquenta anos de progresso, impulsionando áreas como a industrialização, a infraestrutura, e a modernização do Brasil.

Um dos principais marcos desse período foi a construção de Brasília, a nova capital do Brasil, que se tornou um símbolo do progresso e da integração nacional. O plano de metas de Juscelino envolvia 30 metas distribuídas em setores como energia, transporte, alimentação, indústrias de base, educação, entre outros. O projeto era de acelerar o desenvolvimento, promover a industrialização e reduzir as disparidades regionais no Brasil.

Era das Reformas:

Os planos de João Goulart, também conhecido como Jango, para a concentração fundiária faziam parte de suas **Reformas de Base**, uma série de reformas estruturais que ele propôs durante seu governo (1961-1964) para modernizar o Brasil e reduzir as desigualdades sociais. Entre essas reformas, a **Reforma Agrária** era uma das mais polêmicas e importantes.

- Reforma Agrária de João Goulart: Jango acreditava que a concentração de terras nas mãos de poucos latifundiários era um dos principais problemas do Brasil rural. A maioria das terras agrícolas estava sob o controle de grandes proprietários, enquanto uma parcela significativa da população rural vivia em condições de extrema pobreza e sem acesso a terras para cultivo.

Para enfrentar essa desigualdade, Jango propôs a expropriação de terras improdutivas, que seriam distribuídas para camponeses e trabalhadores sem-terra. O objetivo era aumentar a produtividade agrícola, melhorar as condições de vida no campo e reduzir as tensões sociais causadas pela concentração fundiária. Ele queria que as terras expropriadas fossem pagas pelo governo em títulos da dívida pública, a fim de evitar grandes desembolsos financeiros imediatos.

- Resistência e Impacto: A proposta de reforma agrária de João Goulart encontrou forte resistência dos setores conservadores, incluindo grandes latifundiários, empresários, e militares. Esses grupos temiam que a reforma ameaçasse a propriedade privada e abrisse caminho para uma possível "revolução socialista" no Brasil. A pressão desses setores foi um dos fatores que contribuíram para o golpe militar de 1964, que depôs Goulart e instaurou uma ditadura militar no país.

- Consequências: O golpe de 1964 interrompeu as Reformas de Base de Goulart, incluindo a reforma agrária. Durante a ditadura militar, as questões fundiárias foram tratadas de maneira conservadora, com a manutenção da concentração de terras e a repressão dos movimentos camponeses. A reforma agrária continuou a ser uma questão controversa e não resolvida no Brasil, com impactos duradouros na estrutura fundiária e nas desigualdades rurais do país.

Questões Ambientais:

A proteção e conservação da biodiversidade é fundamental para manter o equilíbrio dos ecossistemas e garantir a sobrevivência de inúmeras espécies, incluindo a humana. No Brasil, país com uma das maiores biodiversidades do mundo, essa questão é especialmente relevante, dado que grande parte dos ecossistemas brasileiros, como a Amazônia, está sob ameaça devido ao desmatamento, mudanças climáticas, e exploração descontrolada dos recursos naturais. 

Chico Mendes e a Defesa da Amazônia: Chico Mendes foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro, nascido em 1944 no Acre. Ele se tornou um ícone global na luta pela conservação da Amazônia e pela defesa dos direitos dos povos da floresta. Na década de 1970 e 1980, a Amazônia enfrentava uma intensificação do desmatamento devido à expansão da fronteira agrícola, pecuária, e madeireira. Esses processos estavam associados ao avanço de grandes proprietários de terra sobre áreas tradicionalmente habitadas por comunidades indígenas, seringueiros, e outros povos da floresta.

Chico Mendes organizou e liderou o movimento dos seringueiros para resistir ao desmatamento e proteger a floresta. Ele defendia o conceito de desenvolvimento sustentável, que busca conciliar a conservação dos recursos naturais com o desenvolvimento econômico e social das populações locais. Mendes foi pioneiro na criação das Reservas Extrativistas – áreas protegidas onde as comunidades tradicionais podem viver e explorar os recursos naturais de forma sustentável. A primeira dessas reservas foi a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, criada em 1990, após sua morte.

Chico Mendes também foi um dos fundadores do Conselho Nacional dos Seringueiros (O Conselho Nacional dos Seringueiros, hoje Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), foi criado durante o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, realizado em Brasília, no dia 17 de outubro de 1985) e esteve envolvido em movimentos sindicais e ambientais a nível nacional e internacional. Sua luta ganhou destaque mundial, chamando a atenção para a importância da Amazônia não apenas como um recurso natural, mas como um ecossistema vital para o planeta.

Em 1988, Chico Mendes foi assassinado por fazendeiros locais que viam suas ações como uma ameaça aos seus interesses econômicos. Seu assassinato gerou uma comoção global e trouxe à tona a questão da violência contra líderes ambientais no Brasil, um problema que persiste até hoje.

O legado de Chico Mendes vai além da criação de reservas extrativistas. Ele simboliza a luta pela preservação da biodiversidade, pelos direitos dos povos da floresta e pelo desenvolvimento sustentável. Sua memória continua viva através de diversas iniciativas de conservação ambiental e de defesa dos direitos humanos na Amazônia e em outras regiões do Brasil.

Importância Atual: A proteção e conservação da biodiversidade são mais críticas do que nunca, especialmente diante da crise climática global e da crescente pressão sobre os ecossistemas naturais. O exemplo de Chico Mendes continua a inspirar novas gerações de ativistas e a reforçar a necessidade de políticas públicas que protejam a Amazônia e outras áreas ricas em biodiversidade, garantindo um futuro sustentável para o Brasil e para o mundo.

A quem interessa nosso futuro e o nosso contexto?

*Textos complementados e revisados pelo chatGpt, em conjunto com o autor

Para se pensar mais:

Por que o legado de Chico Mendes continua atual, 33 anos depois de sua morte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59762838.

Um futuro onde pessoas e natureza prosperam é possível? Estudo mostra que juntos podemos traçar um novo caminho até 2050. https://www.tnc.org.br/conecte-se/comunicacao/artigos-e-estudos/um-futuro-onde-pessoas-e-natureza-prosperam-e-possivel-/?gad_source=1&gclid=CjwKCAjwodC2BhAHEiwAE67hJEnLybohZ1reEDmYKHjZ_oAu-KIjKk5BTiXC1ZGMK3Yy25MLWlkv0RoC5a8QAvD_BwE.

Pontos de desenvolvimento do Brasil estão na Constituição, diz Barroso “Precisamos desfavelizar o país com condições dignas de moradia". https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-10/pontos-de-desenvolvimento-do-brasil-estao-na-constituicao-diz-barroso

LOUREIRO, Felipe Pereira. A Aliança para o Progresso e o governo João Goulart (1961-1964): ajuda econômica norte-americana a estados brasileiros e a desestabilização da democracia no Brasil pós-guerra. Editora Unesp, 2021. https://editoraunesp.com.br/catalogo/9786557110034,a-alianca-para-o-progresso-e-o-governo-joao-goulart-1961-1964

Origem do Conselho Nacional das Populações Extrativistas - CNS. https://institutoestudosamazonicos.org.br/cns/

A quem interessa o Desenvolvimento Sustentável?, https://kesongo.com/a-quem-interessa-o-desenvolvimento-sustentavel/


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